Segunda-feira, 24 de Julho de 2006

Sempre...

Sempre acreditei que andar de mão dada é um dos gestos mais íntimos que pode existir entre um homem e uma mulher. Caminhar ao lado de alguém de mão dada é das melhores sensações do mundo. É um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível fabricar. Tal como os abraços, não há abraços inventados; ou se dão com todo o corpo e de coração aberto, ou então morrem antes dos braços se abrirem. Porque as mãos dadas e os abraços são manifestações de afecto puro e fraternal, são sinais inequívocos de amizade e a amizade é um sentimento muito mais honesto do que o amor ou a paixão.

 


publicado por coraxaodemanteiga às 16:06
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Por mais que muitas vezes me disseram que me dou demasiado às pessoas, que lhes dou todo o meu coração e que, inevitavelmente, saio magoada. A verdade é que, por muito que tentemos, acabamos sempre por magoar as pessoas com esta ou aquela atitude e aí não há excepções já que ninguém é perfeito. Quando ouvi isto pela primeira vez pensei que essa pessoa estava errada, hoje sei que não mas sei também que esta é a única forma que conheço de viver, e posso ter as minhas desilusões mas nunca ficarei a pensar que poderia ter dado mais, que poderia ter oferecido mais um bocadinho de mim e talvez dessa forma não perdesse as pessoas. E é desta forma que me orgulho de ser. É desta forma que as pessoas que me interessam gostam de mim, é desta forma que consigo acordar de manhã com um sorriso nos lábios mesmo nos dias mais tristes. É desta forma que sei que, no dia em que perder alguém, dei tudo o que tinha para dar e nada terá ficado por dizer.
E dir-me-
ão vocês... e dessa forma magoas-te de forma inacreditável porque estás demasiado exposta, porque muito pouca gente é capaz de retribuir o que tu dás e por isso mesmo sentem-se amedrontadas e fogem. Talvez... Talvez me tenha desiludido por demasiadas vezes... Talvez deixe que me magoem... Talvez tenha já derramado muitas lágrimas por ser assim mas tenho plena consciência que não há duas pessoas iguais e que cada uma delas merece uma oportunidade para se provar melhor que a outra e não posso dar lugar a comparações. E se fogem, se se amedrontam com o carinho que lhes dou, então só ficam aquelas que merecem realmente ficar, aquelas que são fortes o bastante para perceberem que o carinho e o amor não se dão para se ter a retribuição, dão-se porque as pessoas são especiais e todas elas merecem uma mão que as apoie, uma mão que lhes mostre que o mundo ainda gira mesmo depois dos momentos mais difíceis. Ficarão aquelas que percebem que apenas o facto de estarem aqui já é a maior retribuição que poderiam dar!

publicado por coraxaodemanteiga às 15:51
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O amor serve para voar por cima das coisas más. O amor transforma os homens em heróis e as mulheres em fadas. E o meu amor por ti dá-me asas para sonhar, arriscar, descobrir, rir, sentir...

 


publicado por coraxaodemanteiga às 15:45
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2006

Felicidade hoje...

"Convencemo-nos que a vida será melhor depois...depois de acabar os estudos, depois de arranjar trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho, depois de termos outro filho.
Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes
quando crescerem e deixarem de ser crianças.
Depois, desesperamos porque são adolescentes, insuportáveis.
Pensamos: "Seremos mais felizes quando esta fase
acabar!"
Então, decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso
companheiro ou companheira estiver realizado...
Quando tivermos um carro melhor...
Quando pudermos ir de férias...
Quando conseguirmos uma promoção...
Quando nos reformarmos...
A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE
AGORA! Se não for agora, então quando será? A vida está cheia de depois... É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas. Não há
um depois, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é
AGORA! Deixa de esperar até que acabes os estudos... até que te apaixones... até que encontres trabalho... até que te cases... até que tenhas filhos... até que eles saiam de casa... até que te divorcies... até que percas esses 10kg... até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã... até à Primavera, o Verão, o Outono ou o Inverno, ou até que morras... para decidires então que não há melhor momento que justamente ESTE para seres feliz!

A felicidade É um trajecto, não um destino.
Trabalha como se precisasses de dinheiro...
ama como se nunca te tivessem magoado
e dança como se ninguém estivesse a ver!"

 


publicado por coraxaodemanteiga às 17:49
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

Quando...

 

"Quando já nada é intacto
quando tudo na vida vem em pedaços
e por dentro me rebenta um mar
quando a cidade alucina
num luar de néon e de neblina
e me esqueço de sonhar

Quando há qualquer coisa que nos sufoca
e os dias são iguais a outros dias
e por dentro o tempo é tão voraz

Quando de repente num segundo
qualquer coisa me vira do avesso
e desfaz cada certeza do meu mundo

Quando o sopro de uma jura
Faz balançar os dias
Quando os sonhos contaminam
Os medos e os cansaços
quando ainda me desarma
a tua companhia
e tudo o que a vida faz
Em mim

Quando o dia recomeça
e a noite ainda te prende nos seus braços
e por dentro te rebenta um mar

Quando a cidade te esconde
e o silêncio é o fundo das palavras
Que te esqueces de gritar"


publicado por coraxaodemanteiga às 16:47
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Domingo, 25 de Junho de 2006

Por vezes...

Por vezes voltam memórias, lembranças, recordações, sensações, lágrimas, sorrisos...não será tudo isto o mesmo? Não será tudo isto passado? E não será o passado que por vezes volta?

A vida é uma constante mudança... um girar e girar da Terra...um novo nascer do sol...um pôr do sol por vezes deslumbrante de Verão e triste de Inverno... a vida é um chorar como chuva, um sorrir como o raiar... e tudo muda! Será bom termos consciência da efemeridade de tudo? Não fará esta consciência um perder de sabor do momento?

Por vezes o passado volta e traz saudades... isto não por querermos voltar atrás... até porque a vida não é uma vontade de voltar para trás mas um impulso para ir adiante...mas porque todo o passado, até o mais amargo, teve coisas boas, teve sorrisos, abraços, felicidade, alegria e, acima de tudo, marcou!

Aproveitar o presente, desejar o futuro e, por vezes até, ter saudades do passado é, simplesmente, VIVER!

sinto-me triste...


publicado por coraxaodemanteiga às 17:15
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2006

Se eu não gostar...

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?"

Estas palavras não saíram da minha cabeça toda a noite e sinceramente estão a custar sair da minha cabeça esta manhã! Por vezes não damos a devida importância à auto-estima, é verdade! É claro que toda a gente se refere a ela como sendo uma característica importante, no entanto não foram muitas as vezes que ouvi alguém dizer que era o elemento essencial. Mas é! Sei disso... E sei que também pode estragar sentimentos muito bonitos!

Sei que para as pessoas que me amam o facto de eu não gostar de mim é uma autêntica estupidez, algo sem nexo... "Sara, olha à tua volta! As pessoas gostam de ti... Nem imaginas na Segunda-feira quando faltaste, toda a gente perguntou por ti...Então e a Sara? Onde é que ela está? Então e a Sara?", "Tens um namorado espectacular!", "Quem me dera ser como tu!"... e eu continuo a não saber explicar o porquê de sempre me sentir assim!

Acho que são traumas, situações mal resolvidas, alturas mal amadas...quem sabe?

Quando era pequenina a situação em casa não era a melhor... discussões constantes, impulsividades, amores que se perderam, situações (quem sabe) mais fortes impediam que a situação mudasse! A minha mãe dizia que o meu pai brincava comigo quando era pequena, que tinha bastante orgulho em mim, por me ter tido já com bastante idade e então costumava passear comigo na rua como se fosse a sua mascote! O que melhor me lembro dele é dos ovinhos kinder que ele me comprava...e lembro-me que não o comia assim de qualquer maneira, aquilo era uma espécie de ritual! O meu pai ia-me buscar ao jardim de infância e quando vinhamos para casa comprávamos um ovo kinder e guardávamos religiosamente até chegarmos a casa. Quando lá chegávamos ele partia o ovinho aos bocadinhos, punha num prato e eu ia para o sofá deliciar-me com aquele chocolate de leite. Depois chegava o meu pai com o brinquedo, por vezes montado, outras vezes por montar e eu ficava feliz e achava que o meu pai era o melhor pai do mundo!

No entanto sempre achei que ele tinha deixado de gostar de mim quando saiu de casa! Infantil, criança, eu sei! Mas não entendo porque é que ele deixou de me procurar, de partir os meus ovinhos, de me ir buscar à escola e de apenas me ligar no Natal e no dia de anos quando ele se tinha separado da minha mãe e não de mim!

Por outro lado, a minha avó! Nunca gostou do meu pai mas eu demorei bastantes anos a entender isso, até tu meu amor o viste primeiro que eu! Não gostava dele por causa da relação tempestuosa dos meus pais, porque não gostava da maneira como ele tratava a minha mãe, mas acima de tudo por ser muito mais velho que ela. Passou isso para mim durante muitos anos e hoje em dia sinto que ainda olha para mim com aquela cara "Pareces o teu pai!" e sempre me apontou o dedo por ser gorda, por ser assim e assado e claro por parecer o meu pai.

Talvez por isto, meu amor, eu esteja sempre à espera que as pessoas se separem de mim como o meu pai fez ou que as pessoas me apontem o dedo e me recriminarem como a minha avó sempre agiu comigo...Mas olhando hoje à minha volta sei que tudo isso não tem sentido, sei que talvez aches que não evoluí ou que não me consigas perceber ou entender!

Sei que o facto de eu não gostar de mim é o ponto de partida para as coisas começarem a não correr às mil maravilhas, sei disso meu amor! Ontem quando tudo aquilo aconteceu não me saíam da cabeça todos os momentos bons que nós passámos, tentei analisar toda a nossa história e não encontrei nenhuma cena tua que me tenha desiludido ou que eu tivesse pensado que não eras tu quem eu queria, porque és! Desde que entraste naquela porta, me deste dois beijinhos (o formigueiro que me fez na barriga), desde que te sentaste ao meu lado a jogar às cartas, desde que te vi sorrir, desde que ouvi a tua voz, desde que te bati com a almofadinha laranja da lu na cabeça, desde que me fizeste voltar a sorrir de novo para a vida, desde que em mandaste a primeira mensagem, desde as nossas conversas até altas horas no msn (ou mns como tu dizias e eu me fartava de rir), desde o nosso primeiro beijo, desde a primeira vez que olhaste pa mim com aqueles olhinhos que tu fazes e que me fazem sentir uma mistura enorme de sentimentos, uma vontade de rir e chorar ao mesmo tempo, por me fazeres feliz como ninguém, desde que te pedi em namoro, desde que cantas para mim com a tua vozinha que eu adoro e que dizes que mais ninguém gosta, desde que andamos de mãos dadas na rua, desde a primeira vez que te disse que te amo... desde aí que sei que és especial e que quero ficar contigo até que o destino o permita!

Pensei em tudo, meu amor! "Não chora, fofa!", "Amo-te!", lembrei-me do nosso primeiro beijo, a maneira como me apanhaste despercebida, me puxaste pela cintura e me beijaste pela primeira vez, do primeiro telefonema que me fizeste e como eu estava nervosa, de teres enfrentado uma multidão que não conhecidas de lado nenhum para ires ao palco dares-me um beijo e responderes ao meu "Amo-te!"... Não! O nosso amor é grande e bonito de mais para eu não pensar em todas estas pequenas coisas que todas juntas me transformam na mulher mais feliz do mundo, porque sou! Quando te digo isso não é mentira... é a mais pura das verdades! Eu é que estrago quando sou insegura e penso que me vais trocar por toda a gente e nem me lembro de que se estás comigo é mesmo porque me amas, que foi comigo que perdeste o medo de te entregar a alguém, que foi a mim que entregaste o teu coração pela primeira vez... por traumas, medos, infantilidades.

Como é que eu não posso gostar de mim se consegui conquistar uma pessoa como tu? Se todos os meus amigos se preocupam comigo e têm me ajudado imenso com todas estas confusões que têm havido? Como é que eu posso não gostar de mim...? Se tivesse aqui a Milene dizia-me logo "Oh mana tu és um diamante!" Vou-me convencer disso... porque eu não sou tão má como penso!

Amo-te Miguel...a ti, a mim, a nós... Porque o nosso amor é lindo! E vai continuar a ser...


publicado por coraxaodemanteiga às 10:23
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Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

És aquela...

És aquela miúda única e especial. Sei que já te disse isto vezes sem conta mas és sem dúvida a pessoa com mais força interior que eu conheço! Conheço-te como as palmas das minhas mãos, conheço-te como me conheço a mim. Conheço o teu sorriso triste, conheço o teu sorriso eufórico, conheço todas as características que tu aprecias nos rapazinhos, conheço até as tuas lágrimas que nós sabemos que nem toda a gente conhece, conheço a tua carinha de sono, o teu ressonar bem sonoro que me chateia imenso, conheço a pipinha criança, terrorista, que queria todos os brinquedos só para ela e conheço a pipinha que amadureceu depressa demais. Nem me lembro quando deixaste de ser menina para passares a ser aquela pessoa madura, positiva e espectacula que és.

És aquela que nunca se esquece da mana, que não se esquece das promessas feitas, dos momentos especiais que passámos juntas e que guardámos nos nossos corações, num cantinho só nosso, és aquela que dia sim, dia sim me manda mensagens a dizer "MELHOR AMIGA ÚNICA E ESPECTACULAR EU TI AMO!" e és aquela que eu sei que ama mesmo!

E porque hoje recebi inúmeras mensagens de amor, amizade, carinho e preocupação tuas não podia deixar de pôr neste cantinho meu algo para ti...és sem dúvida um dos grandes motivos que me fazem levantar todas as manhãs da caminha e pensar que a vida é bela!

AMO-TE MINHA MANA LINDA...

 


publicado por coraxaodemanteiga às 00:48
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Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Dia muuuuuuito sim...

Hoje sinto-me uma criancinha feliz...tão ingénua que sinceramente não consigo ver nenhum mal hoje no mundo! Sinto um sorrisinho na cara que não sai...nem podia se o coração está tão feliz!

Quero te agradecer por seres quem és, por seres a pessoa única e especial que és. Por saberes cuidar do meu coração melhor do que ninguém e por seres o meu amor perfeito, que me compra colares e me escreve mensagens bonitas, que me dá a mão na rua e que me abraça no meio de todas as praças. Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.

Amo-te muito meu amor...

 


publicado por coraxaodemanteiga às 23:47
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Para a vida...

Enquanto os barcos sobem o rio e a Norah Jones namora comigo no prato do cd, apetece-me escrever sobre namorar. No mês de S. Valentim, olho à minha volta e tento contar os pares de namorados que conheço. A mão direita talvez chegue; o resto, são histórias, casos, encontros, desencontros, empurrões, equívocos, enganos, esquemas, casos mal resolvidos. Parece-me que anda quase toda a gente em trânsito, com muita pressa e pouco norteio, e um bocadinho ao lado daquilo com que sonhou. Mulheres e homens hasteando bandeiras de orgulhosa mas involuntária solidão, meninas mimadas à espera de encontrar o Príncipe Encantado no primeiro par de calças que com elas se cruza e rapazes que não querem crescer, mesmo depois dos quarenta, desejando secretamente que a sua princesa – que eles querem mesmo que exista – demore só mais uns meses a aparecer. E depois há os outros, os que acreditam numa relação e decidem investir nela.
Entre os pares de namorados que conheço, alguns estão casados há mais de 40 anos, outros têm menos de 25 anos e não têm planos de casamento, mas há uma coisa que o une: a vontade de estar com alguém senão para a vida, pelo menos na vida, já que viver só é coisa de bicho e mesmo assim, são poucos os que assim vivem.
Estes pares de namorados conjugam os verbos estar, partilhar e viver sem pensar no que isso implica. A explicação é simples: mais ou menos carentes, mais ou menos afectivas, são pessoas sem medo de dar amor, mesmo sabendo que nada é seguro e fiável, que nada é para a vida, a não ser a morte. E namorar é isto mesmo, viver a dois.
Dá muito trabalho viver a dois, mesmo que não se viva debaixo do mesmo tecto. É como se a nossa vida deixasse de ser completamente nossa; há outro, uma outra pessoa que também a vive connosco, que faz parte dela. Uma pessoa que cuida de nós e de quem precisamos de cuidar. Alguém que, antes de nós, já viveu uma vida inteira, já amou outras pessoas e já lambeu as feridas. Alguém que é um conjunto intrigante e complexo de defeitos, qualidades e experiências, alguém único e difícil de entender, tal como nós. Mas, acima de tudo trata-se de alguém que gosta de nós. E que gosta tanto que é connosco que quer partilhar a vida.
Parece simples, mas deve ser a coisa mais complicada do mundo. Mas então porque é que as relações são cada vez mais fugazes e difíceis de manter? Será que natureza humana afinal é mesmo polgâmica, apesar de todas as ditaduras da religião? Ou será que, estando a espécie tão protegida, nós, humanos seguros e individualistas, estamos a perder o instinto gregário? Afinal, porque é que é tão difícil estabelecer relações duradouras?
Eu tenho uma teoria, coisas de escritora: eu acho que as pessoas não estão para se chatear. Que o novo é irresistível, e há sempre pessoas novas e não tem piada nenhuma resistir-lhes. O zapping não é só um vício de quem passa horas sentado em frente à televisão a vegetar, também pode ser um modo de vida. E como o homem é um animal de hábitos, as pessoas habituaram-se a viver assim. Mesmo que isso represente andar a brincar aos namorados, aos casados, aos pais e às mães dos filhos dos outros, mesmo que assim o preço da solidão adiada, se pegue com uma factura maior.
Dá muito mais trabalho namorar. Mas também dá muito mais gozo. Como diz o Mick no filme Monstros & Companhia, sou tão romântico que me podia casar comigo mesmo. Eu também podia, mas era uma grande chatice. Prefiro procurar no outro as diferenças que nos unem. Prefiro investir, programas viagens com meses de antecedência, sonhar casas em terrenos baldios, dar a mão, oferecer músicas e palavras, dormir agarrada e acordar com o mais belo sorriso do mundo ao lado como meu despertador particular. Prefiro conjugar os verbos estar, partilhar e viver, sem pensar no que isso implica. Viver um dia atrás do outro, de vez em quando pensar no futuro, de vez em quando ter saudades do passado, mas não perder o fio dos dias, a paz construída que me dá serenidade e segurança. Não vale isso muito mais do que andar aos tiros para o ar, numa de tentativa e erro, a cansar o corpo e coração, em guerras de amor?

publicado por coraxaodemanteiga às 19:51
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